País
Pressão pelos "corpos de verão". Insatisfação corporal aumenta nesta altura do ano
Todos os anos, com o regresso do calor, chega também a pressão em torno dos chamados "corpos de verão". Mas o que é um corpo perfeito e de que forma é que esta ideia pode representar um fator de sofrimento psicológico?
A RTP Notícias falou com a psiquiatra Inês Neves Caldas, segundo a qual existe já evidência científica de que a insatisfação corporal aumenta no verão, sendo precedida pela “pressão das dietas na altura da primavera”.
Na época de maior calor “as pessoas sentem que o corpo está mais exposto, também pelos anúncios, pela pressão, pela comparação com os pares”, enumerou.
Inês Neves Caldas referiu que “pelo menos 70 por cento das pessoas refere esta oscilação sazonal”, mas o sofrimento psicológico pode manter-se no resto do ano, já que esta é uma questão que afeta sobretudo “população que está vulnerável”.
A pressão em torno dos “corpos de verão” pode também agravar perturbações de comportamento alimentar. “Nesta altura, quem tem mais dificuldade em gerir esta parte da alimentação e da imagem corporal também vê muito mais afetada a sua vida: a parte social, os jantares, os planos”, disse a psiquiatra.
Há muita gente que evita esses planos “exatamente por causa da exposição corporal”, explicou.
A especialista lembrou ainda que o impacto das redes sociais na questão da imagem corporal é “grande”, especialmente em jovens e pessoas mais vulneráveis a esta questão.
Há ainda o problema de “falta de literacia” sobre o tema, acrescentou Inês Neves Caldas, lembrando que existe muitas vezes nas redes sociais manipulação de imagens, fazendo com que “a comparação do próprio corpo com as imagens que nos aparecem seja sempre muito injusta”.
A psiquiatra vincou ainda a importância de pessoas próximas estarem atentas aos sinais de alerta, devendo “falar com sensibilidade e perceber se há algo em que possam ajudar” para evitar o sofrimento psicológico de amigos e familiares.
Na época de maior calor “as pessoas sentem que o corpo está mais exposto, também pelos anúncios, pela pressão, pela comparação com os pares”, enumerou.
Inês Neves Caldas referiu que “pelo menos 70 por cento das pessoas refere esta oscilação sazonal”, mas o sofrimento psicológico pode manter-se no resto do ano, já que esta é uma questão que afeta sobretudo “população que está vulnerável”.
A pressão em torno dos “corpos de verão” pode também agravar perturbações de comportamento alimentar. “Nesta altura, quem tem mais dificuldade em gerir esta parte da alimentação e da imagem corporal também vê muito mais afetada a sua vida: a parte social, os jantares, os planos”, disse a psiquiatra.
Há muita gente que evita esses planos “exatamente por causa da exposição corporal”, explicou.
A especialista lembrou ainda que o impacto das redes sociais na questão da imagem corporal é “grande”, especialmente em jovens e pessoas mais vulneráveis a esta questão.
Há ainda o problema de “falta de literacia” sobre o tema, acrescentou Inês Neves Caldas, lembrando que existe muitas vezes nas redes sociais manipulação de imagens, fazendo com que “a comparação do próprio corpo com as imagens que nos aparecem seja sempre muito injusta”.
A psiquiatra vincou ainda a importância de pessoas próximas estarem atentas aos sinais de alerta, devendo “falar com sensibilidade e perceber se há algo em que possam ajudar” para evitar o sofrimento psicológico de amigos e familiares.